Podemos enganar toda a gente durante algum tempo. Podemos enganar algumas pessoas durante muito tempo. Mas não podemos enganar toda a gente para sempre.
Mas...
A memória é curta.
A história repete-se.
E os sinais estão por toda a parte.
Mentira, manipulação, censura, tortura, genocídio, não são apenas palavras. Não são conceitos. São atos reais com consequências reais.
Quando nos enganam e ludibriam vendendo gato por lebre. Não é teatro. Não é magia. É burla.
Quando o medo transforma o diferente num inimigo. Não é teatro. Não é ficção. É violência.
Quando a lâmina de uma faca corta a carne, sangra de verdade. Não é teatro. Não é simbólico. É sangue.
Quando uma família é arrancada de casa a meio da madrugada. Não é teatro. Não é dramaturgia. É horror.
Quando uma mãe perde um filho para a guerra. Não é teatro. Não é poético. É tragédia.
Quando um regime totalitário toma o poder. Não é teatro. Não é um exercício académico. É opressão.
Quando uns acumulam tudo e deixam os outros sem nada. Não é teatro. Não é uma metáfora. É fome.
Foi assim ontem. É assim hoje.
Por isso é preciso deixar de olhar para o lado.
Por isso é preciso deixar de acreditar que acontece sempre longe.
Por isso é preciso deixar de pensar que acontece sempre aos outros.
Hoje falamos.
Falamos e cantamos porque (ainda) podemos.
Até quando?
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M/12
Local: Tuna Musical de Santa Marinha
11 de Julho - 20h
12 de Julho - 18h
Apresentação Final Turma de Teatro [B]
Direcção: Jaime C. Soares
Alunos/Intérpretes: Afonso Nabais, Ana Paula Nabais, Bruno Pinto, Carolina Carvalho, Catarina Guimarães, Eduardo Méca Castro, Luís Ferreira, Marta Nabais e Tiago Beleza
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